quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cada um por todos




Nas últimas semanas muitas das notícias que li e das histórias que escutei me levaram a pensar em como a vida é frágil.

Eu sei que muitas pessoas sobrevivem a tragédias e doenças graves, mas também vemos tantas vidas se perderem por motivos tão banais. Uma bactéria pode matar uma pessoa!  Um momento de distração ao atravessar uma rua, um cochilo dirigindo um carro, uma bala perdida... Um detalhe pode virar uma vida do avesso ou acabar com ela definitivamente.

A vida é tão preciosa e pode se esvair em segundos.

A gente precisa se cuidar! Não digo apenas cada um cuidar de si mesmo, mas cada um cuidar de todo mundo. Por que não? Algumas pessoas gostam de dizer que não se metem na vida dos outros, mas que mal teria “se meter” pra ajudar? 

No dia da greve dos ônibus eu estava na parada esperando a carona de um colega e um homem que não me conhecia passou por mim e me avisou que não tinha ônibus. Eu adorei! Ele se preocupou comigo sem nem me conhecer! Eu acho bonito quando alguém diz para um motorista que a porta do seu carro não está bem fechada ou quando uma pessoa avisa quem passa que o chão está escorregadio. É assim que tem que ser! Somos frágeis, mas podemos ficar mais fortes e mais seguros com a ajuda dos outros.

A gente pede pra quem a gente gosta se cuidar, mas não seria ótimo se todas as pessoas estivessem interessadas em protegê-los? Se todos cuidassem de todos, não estaríamos mais seguros?

Chega de “cada um por si”, vamos passar logo pro "cada um por todos".


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Marcha dos Canhotos





Eu sou destra, mas se eu fosse canhota eu não participaria de um movimento chamado "Marcha dos Canhotos". Eu nunca ouvi falar de um movimento promovido por canhotos, mas sei que há anos atrás eles eram discriminados. Eu pensei nisto porque cada vez tem mais movimentos de grupos com uma determinada característica e que sofrem preconceito.

Eu não participaria de uma passeata que enaltecesse os baixinhos, morenos ou destros, embora eu seja baixinha, morena e destra.

Também não participaria de um evento chamado "Orgulho Hétero", porque eu não tenho orgulho de ser hétero, apenas sou, não vejo motivo para orgulho.

Não gosto destes eventos que exaltam uma determinada característica de um grupo de pessoas, como se quem possuísse esta característica fosse superior à quem não possui.

Os defensores destes movimentos alegam que o objetivo é a conscientização dos preconceituosos, a exigência de serem tratados com respeito e até melhorar a própria autoestima. Mas será que funciona?

Da minha parte, eu acho que quem possui qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião, orientação sexual, ou qualquer outro, sofre de alguma deficiência intelectual ou emocional.

Mas falando em sofrer algum tipo de discriminação, muitos outros grupos poderiam se manifestar: os pobres, os obesos, os idosos, os que possuem alguma limitação física... 

Eu acho que a maioria das pessoas se encaixa em pelo menos um grupo que desperta o preconceito de alguém! Então, será que vale a pena separar pessoas em grupos? Não seria melhor juntar pessoas para estimular características que qualquer um pode ter e que são importantes para qualquer sociedade?

Que tal a Marcha dos Honestos, o Dia do Orgulho Solidário ou da Consciência Coletiva?

Para este tipo de evento pode me convidar que eu vou!







terça-feira, 28 de maio de 2013

Palavras aposentadas





Um dia destes eu vi um homem no ônibus carregando uma sacola de supermercado dizer que ia deixá-la no “assoalho” para não molhar o banco. Esta palavra me soou estranha, acho que não tenho ouvido muito ultimamente. Na hora comecei a pensar em quantas palavras a gente deixou de usar com o passar do tempo. Lembrei do dia em que a minha filha me olhou com cara de interrogação quando a minha mãe comentou que tinha escutado uma “anedota” no rádio. 

Nos dias que se seguiram comecei anotar palavras e expressões que caíram em desuso e que se tu tiveres menos de 40 anos pode nunca ter escutado.

A lista de palavras “aposentadas” ficou tão longa que cheguei a classificar em grupos:

- roupas de algumas décadas atrás: japona, calça boca de sino, blusa de gola olímpica, camiseta de física, pantalona, maiô de duas peças, cacharel.

- verbos que ninguém conjuga mais: datilografar, mimeografar, rebobinar, paquerar. 

- expressões que ficaram no tempo: tirar retrato, coar café, raspar as pernas, ler fotonovela, ouvir LP, reunião dançante.

Fiquei com uma sensação boa por ter descoberto uma vantagem de ficar mais madura: o nosso vocabulário é muito extenso!

E para aqueles que ficaram com dúvidas, sugiro que ao invés de pesquisar as palavras no Google aproveitem para conversar com a mãe, tia ou avó: elas vão gostar de explicar o que as palavras significam e com certeza vão ter algumas histórias bem interessantes pra contar.