domingo, 22 de dezembro de 2013

Vários ângulos da mesma realidade



Normalmente dizemos que uma pessoa é “do contra” quando a posição dela sempre é oposta à dos outros. 

Eu não penso diferente de todo mundo, mas o meu cérebro me permite ver vários lados de uma mesma situação. Uma mesma realidade pode ser vista de vários ângulos diferentes e verdadeiros.

Vou tentar explicar.

Alguém diz que não dá dinheiro para quem está pedindo na rua porque não resolve o problema. Concordo que não resolve. Mas também vejo que se alguém está com fome, o dinheiro pode pelo menos ajudar a resolver a necessidade mais urgente dela que é comer. O ideal seria dar um emprego, para depois de algum tempo a pessoa conseguir um lugar para morar e poder se manter alimentada e saudável, mas eu não tenho um emprego para oferecer e mesmo que tivesse, ela não poderia esperar tanto para comer.

Alguém é contra o divórcio de um casal que tem filhos porque é importante que os filhos morem junto com a mãe e com o pai. Concordo que o ideal seja pais e filhos morando juntos. Mas também é verdade que um relacionamento de casal às vezes não pode se manter (por falta de amor, por necessidades incompatíveis, por decepções ou até por um dos dois vir a se apaixonar por outra pessoa). Existem situações em que o relacionamento do casal precisa acabar e o fato de terem filhos não pode mantê-los juntos (e nem seria bom para os filhos conviverem com pessoas que não estão felizes juntas).

A realidade sempre é complexa, mas algumas pessoas são radicalmente defensoras de apenas um lado da verdade e desprezam as opiniões diferentes.

As nossas experiências, as coisas que a gente acredita, a nossa índole, a nossa educação... tudo isto varia de pessoa pra pessoa, e interfere na formação da opinião de cada um. 

Conclusão? A gente tem que respeitar as opiniões dos outros, porque cada um valoriza mais o lado da verdade que pra ele faz mais sentido. 


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Troféu constrangimento do ano



Quando um grupo de colegas de trabalho se reúne, sempre tem alguém para lembrar algum momento de muito constrangimento pelo qual já passaram. 

Esta história eu não presenciei, mas me pediram pra contar. 

Aconteceu quando uma empresa recebeu a visita de uma gerente de outro estado que veio discutir com eles alguns projetos. Em torno da mesa de reunião, estavam sentados dois rapazes, duas moças e a visitante. A reunião corria bem até que de repente os botões da camisa da convidada se abriram e ela nem percebeu (por sorte ela vestia um corpete por baixo). As moças não sabiam como contar para ela discretamente. Os rapazes que estavam sentados em frente a ela não sabiam o que fazer; tentavam desviar o olhar, mas, sem querer, seus olhos acabavam sempre voltando para aqueles botões escancarados. Assim que puderam, os dois inventaram uma desculpa para sair da sala e as meninas avisaram a convidada que sua camisa estava aberta. Ela ficou envergonhada, mas fechou os botões e continuou com o trabalho. 

Ainda sem saber se as meninas tinham tomado alguma atitude, um dos rapazes teve uma idéia: mandou um chat para o computador da colega dizendo: “diz pra velha que os peitos dela estão de fora”. Aí é que a situação ficou pior! Ele não sabia que enquanto estava fora da sala a convidada havia mudado de lugar e sentado ao lado da colega dele, para analisar com ela alguns dados no notebook. De repente abre a janela do chat enquanto as duas olhavam para a tela. Com certeza a visitante leu aquela mensagem tão pouco delicada. A moça ficou clicando desesperadamente na janela tentando fechar a mensagem, mas não conseguiu ser rápida o suficiente para evitar que a outra lesse. Constrangimento total! Nem a visita e nem as meninas tocaram no assunto de tanta vergonha que sentiram. 

Assim que a senhora foi embora o ocorrido foi finamente divulgado a todos, que riram muito e até hoje lembram a vergonha que passaram. 

Como de toda situação negativa sempre se tira algum aprendizado, neste dia todos descobriram a importância de ter muito cuidado com as mensagens que enviam por chat, principalmente em ambiente de trabalho.

sábado, 26 de outubro de 2013

A perda irreparável da minha sombrinha




Quarta-feira choveu muito no final da tarde; praticamente uma tempestade! Cheguei em casa bem molhada, mas teria sido pior sem a minha sombrinha, companheira de um ano. É difícil uma sombrinha durar um ano, normalmente elas quebram ou são perdidas em alguns meses, mas a minha durou. Eu cuidava bem dela, porque ela era especial pra mim, eu comprei em Lucerna, na Suíça. 

A sombrinha era comum, da mesma qualidade das sombrinhas do Brasil; era vermelha e tinha o nome de várias cidades da Suíça escritas com letras brancas. Os turistas chegam na Suíça e só pensam em comprar duas coisas: relógios (que poucos podem comprar) e chocolates (que compram em grande quantidade); quando estivemos lá, além de muito chocolate, quase todos do grupo compraram sombrinhas, porque estava chovendo bastante.

Mas, voltando à narração da perda, na quinta-feira não estava chovendo, mas mesmo assim decidi levar a sombrinha comigo para o caso de chover de novo. Eu estava segurando na mesma mão as alças da minha bolsa e a cordinha da sombrinha. Quando subi no ônibus lotado, fui direto para a roleta; quando eu estava passando percebi que a sombrinha tinha sumido! Na minha mão só restaram as alças da bolsa e a cordinha, presa naquela pecinha de plástico de segurar. Olhei para o chão do ônibus mas não vi nada vermelho (acho que ela caiu na rua, no momento em que eu subia no ônibus). Me senti meio ridícula segurando aquela cordinha! Na hora lembrei daquele personagem humorístico que caminhava pela rua puxando uma corda e falando com um cachorro que não existia. 

Eu fico pensando: por que eu não carreguei a sombrinha dentro da bolsa? Bom agora é tarde, não adianta chorar pela sombrinha perdida. Vão-se as sombrinhas, ficam as cordinhas.