sexta-feira, 22 de julho de 2011

Super do Bem


Um dia destes uma amiga se referiu ao marido como um cara "Super do Bem".
 
Que coisa boa saber que encontrou alguém como ela: uma pessoa muito especial.

“Super do Bem” não é uma característica, mas um conjunto de algumas das melhores qualidades que uma pessoa pode ter.     
 
Merece o título de "Super do Bem" aquela pessoa incapaz de conspirar, prejudicar intencionalmente, desejar ou se alegrar com o mal de alguém.
 
O "Super do Bem" possui um coração puro; é solidário, desprendido, se sensibiliza com qualquer situação de injustiça, doença ou pobreza extrema.

Faz o que puder pra ajudar um amigo ou familiar com problemas e não deixa de comprar um número de rifa ou doar roupas e alimentos pra qualquer pessoa que bata na sua porta.

É uma pessoa de caráter forte (se é que caráter fraco pode ser considerado caráter); faz questão de devolver quando recebe troco errado e não aceita ser beneficiado em detrimento de outros; cede o lugar na fila, elevador ou ônibus pra pessoas em alguma situação de desvantagem, sem que ninguém tenha que pedir ou olhar de cara feia...
 
Além das regras básicas de educação e boa vizinhança, segue as regras universais de ética e gentileza.
 
Estas características já seriam suficientes pra entender que tem muita sorte quem tem este tipo de pessoa como marido, esposa, namorado(a) ou amigo, mas ainda tem mais...
 
O “Super do Bem” é sincero e leal; quando está namorando ou casado(a) é totalmente fiel e dedica à esta pessoa todo o seu respeito e consideração.
 
Pra quem tem uma pessoa assim na sua vida, lá vai uma dica: valorize e mereça esta pessoa; o
“Super do Bem” tem um coração enorme, mas não consegue ficar muito tempo com quem não é como ele. 

O bem atrai o bem e quem é do bem merece o melhor.







quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aprender a dirigir



Hoje o meu ônibus ultrapassou um carro de Auto-Escola e isto me reportou aos meus tempos de aprendiz.

Nos primeiros dias era aquele medo, como se o carro tivesse vontade própria e pudesse correr (sem que eu acelerasse) ou sair da pista (sem que eu virasse a direção). Com o tempo a gente entende que somos nós que conduzimos o carro e não o contrário.

Lembro de alguns momentos de tensão, como quando enxerguei pelo retovisor um caminhão quase grudado na traseira do carro e perguntei ao professor o que fazer. Ele respondeu calmamente: "deixa ele, se ele estiver com pressa ele te ultrapassa."

Outra vez eu vi de longe um cachorro parado no meio da rua: "Se ele não sair eu vou ter que parar, né?" O professor respondeu: "Não te preocupa que ele vai sair..." Como ele conseguia permanecer calmo o tempo todo?

Nunca vou esquecer a minha primeira saída de carro, assim que recebi a carteira de motorista. Era um sábado à tarde e a minha filha e a minha melhor amiga(corajosamente) aceitaram ir ao shopping comigo. Quando resolvemos ir embora já havia anoitecido. Fui primeiro levar a minha amiga em casa e no caminho eu ia reclamando: "Como é ruim dirigir à noite, eu não enxergo quase nada!" Quando a minha amiga desceu, caminhou alguns passos e voltou rindo: "Amiga, tu não ligou os faróis!" Tínhamos andado uns 10 minutos na escuridão! Dali até a minha casa foi tudo tranquilo, com os faróis acesos enxergava que era uma maravilha!

Antes de decidir entrar na auto-escola eu lembro que achava que dirigir era a coisa mais difícil do mundo!
"Como é que eu vou usar três pedais se eu só tenho dois pés?"
"Como eu vou conseguir segurar a direção, dar sinal e fazer as mudanças se só tenho duas mãos?"
"Como vou conseguir olhar pra frente e controlar três espelhos ao mesmo tempo?"

É claro que, como a grande maioria das pessoas, eu acabei aprendendo a fazer todas estas coisas aparentemente impossíveis. Acontece uma sintonia entre cérebro, mãos, pés e olhos e, depois de um tempo, parece que a gente dirige no piloto automático (controla pedais, espelhos, muda de marcha e nem se dá conta!)
 
Aliás, pra quem ainda não dirige e costuma ser inseguro, eu sugiro que faça uma auto-escola (independente de ter carro).

Mesmo sabendo que a maioria das pessoas consegue aprender a dirigir, quando a gente passa no exame sente um orgulho pessoal, como se a carteira de motorista fosse um comprovante de inteligência e capacidade! Eu recomendo! Faz bem pra auto-estima!

PS: não é difícil aprender a dirigir, mas muita gente acaba mostrando que não deveria ser motorista: dirige alcoolizado, em alta velocidade, faz manobras perigosas... aprender a dirigir quase todo mundo consegue, mas bom senso e responsabilidade (infelizmente) nem todo mundo tem!


domingo, 3 de julho de 2011

Assustos Pendentes



Li  recentemente o livro Assustos Pendentes, do médium americano James Van Praagh.
O livro aborda temas como a importância da auto-estima, como adotar uma atitude positiva, como superar os rancores e as culpas... 

Fiquei tocada com várias passagens do livro, mas especialmente quando fala sobre perdão e o mal que fazemos a nós mesmos quando guardamos mágoas e ressentimentos. 

Mas será que perdoar é esquecer? Perdoar é poder lembrar do que aconteceu sem sofrer? É poder olhar para a pessoa sem rancor?

Quando alguém de quem gostamos nos magoa, nossa primeira reação é nos afastarmos, numa tentativa de nos protegermos, mas isto não faz a dor passar. 

A gente alimenta o ressentimento como forma de punir o outro e talvez pela esperança de que a lembrança do quanto doeu seja uma espécie de vacina contra novos sofrimentos.

A gente não quer se ferir novamente, mas se a pessoa que nos feriu era importante pra nós, a sua ausência também vai doer. Mas como pode ser? Como a gente pode sentir falta de alguém que nos causou dor? 

E se a gente “abrir a guarda” e deixá-la se reaproximar, não vai parecer que o que ela fez não foi tão importante? Mas foi! Doeu muito!

E o que fazemos com nosso medo de sofrer de novo? 

Como ter certeza de que a pessoa realmente entendeu o que fez e se arrependeu de verdade?

Conseguimos confiar que aquela pessoa não vai nos machucar novamente?  

O perdão alivia os corações das duas pessoas, tirando o gosto amargo da decepção, do ressentimento e da culpa... Mas não é fácil perdoar.

Cada um de nós precisa buscar constantemente a sua evolução pessoal e espiritual... O caminho é longo e difícil, mas o importante é não parar.