quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Galinha perdida



Lembra daqueles passatempos onde se tinha que encontrar 7 erros numa gravura? 

Terça-feira eu tive esta sensação quando vi uma galinha perto da parada do ônibus. Pode não parecer estranho, mas no meu bairro só costumo ver galinhas em encruzilhadas, deitadinhas em papel vermelho; é a primeira vez que vejo uma galinha viva, “agachadinha” perto de um muro (será que se pode dizer que galinha "senta"?). De repente me dei conta de como as galinhas são engraçadas. Por que será que as aves só têm duas patas? Tudo bem que os humanos também só têm duas pernas, mas nós temos dois braços. As galinhas podiam ter dois bracinhos pequenininhos como aqueles dinossauros tinham; ia ficar mais fácil pra elas pegarem alguma coisa pra comer, sem ter que ir com o bico até o chão (e pra ajudar os seus bebês a saírem dos ovos no momento do nascimento).

Ontem quando eu estava indo pra parada do ônibus fiquei pensando se ela estaria lá. Passei por ela na mesma quadra, mas desta vez ela estava caminhando na calçada. Fiquei preocupada... será que alguém não ia acabar levando ela pra casa pra reforçar o almoço?

Hoje eu não encontrei com ela; o que teria acontecido com a galinha?

Será que a coitadinha foi atropelada? Será que foi adotada por alguma família?

Tomara que os antigos donos a tenham encontrado e levado de volta pros seus pintinhos. Tomara!


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Último dia do ano



Hoje é o 31º dia do 12º mês do ano de 2013.

Eu estava pensando como o fato de ser o último dia do ano faz o dia 31 de dezembro ser um dia especial, comemorado por todos.

Já pensou se a gente não dividisse o tempo em meses e em anos? Como seria se a gente contasse o passar do tempo apenas em dias?

Duas mães conversando numa pracinha:
- qual a idade do seu filho?
- 1907 dias, e o seu?
- vai completar 2190 no sábado!

A adolescente falando com as amigas: Nem acredito que tá chegando a minha festa de 5475 dias!

O gurizão não consegue comprar cerveja no supermercado e escuta do rapaz do caixa: desculpa, mas não posso vender bebida alcoólica pra menor de 6570 dias!

Seria bem estranho, né? Acho que é melhor assim como está!

De qualquer forma, desejo que os próximos 365 dias das nossas vidas seja de saúde, trabalho, família, amigos e muitas alegrias.

Feliz 2014 a todos!!!


domingo, 22 de dezembro de 2013

Vários ângulos da mesma realidade



Normalmente dizemos que uma pessoa é “do contra” quando a posição dela sempre é oposta à dos outros. 

Eu não penso diferente de todo mundo, mas o meu cérebro me permite ver vários lados de uma mesma situação. Uma mesma realidade pode ser vista de vários ângulos diferentes e verdadeiros.

Vou tentar explicar.

Alguém diz que não dá dinheiro para quem está pedindo na rua porque não resolve o problema. Concordo que não resolve. Mas também vejo que se alguém está com fome, o dinheiro pode pelo menos ajudar a resolver a necessidade mais urgente dela que é comer. O ideal seria dar um emprego, para depois de algum tempo a pessoa conseguir um lugar para morar e poder se manter alimentada e saudável, mas eu não tenho um emprego para oferecer e mesmo que tivesse, ela não poderia esperar tanto para comer.

Alguém é contra o divórcio de um casal que tem filhos porque é importante que os filhos morem junto com a mãe e com o pai. Concordo que o ideal seja pais e filhos morando juntos. Mas também é verdade que um relacionamento de casal às vezes não pode se manter (por falta de amor, por necessidades incompatíveis, por decepções ou até por um dos dois vir a se apaixonar por outra pessoa). Existem situações em que o relacionamento do casal precisa acabar e o fato de terem filhos não pode mantê-los juntos (e nem seria bom para os filhos conviverem com pessoas que não estão felizes juntas).

A realidade sempre é complexa, mas algumas pessoas são radicalmente defensoras de apenas um lado da verdade e desprezam as opiniões diferentes.

As nossas experiências, as coisas que a gente acredita, a nossa índole, a nossa educação... tudo isto varia de pessoa pra pessoa, e interfere na formação da opinião de cada um. 

Conclusão? A gente tem que respeitar as opiniões dos outros, porque cada um valoriza mais o lado da verdade que pra ele faz mais sentido.